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Nova espécie Solenostomus snuffleupagus é descoberta por cientistas na Papua Nova Guiné

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Da redação

Cientistas confirmaram em junho de 2024 a existência de uma nova espécie de peixe, o Solenostomus snuffleupagus, nas profundezas do Oceano Pacífico, próximo à Papua Nova Guiné. A espécie foi nomeada em referência a um personagem da Vila Sésamo, após quase vinte anos desde seu primeiro avistamento.

O peixe foi visto inicialmente em 2003 pelo biólogo marinho David Harasti, mas permaneceu difícil de encontrar por muitos anos devido à sua camuflagem efetiva. O animal mede entre 2,5 e 3,8 centímetros e integra a família dos peixes-fantasma, parentes próximos dos cavalos-marinhos.

A formalização da descoberta ocorreu após análises detalhadas realizadas por Graham Short, da Academia de Ciências da Califórnia, em colaboração com Harasti. Entre os métodos utilizados estiveram tomografias computadorizadas, que revelaram um número maior de vértebras em comparação a espécies relacionadas da mesma família.

Exames do DNA mitocondrial indicam que o S. snuffleupagus divergiu de seu parente mais próximo há aproximadamente 18 milhões de anos. Segundo os cientistas, a descoberta reforça a vasta biodiversidade dos oceanos e a importância de estudos contínuos desses ecossistemas.

Apesar da aparência inofensiva, análises do sistema digestivo mostraram que a espécie é predadora, alimentando-se de peixes menores. Uma característica marcante é a presença de numerosos filamentos rígidos no corpo, semelhantes a uma pelagem, que servem como um tipo de exoesqueleto ósseo.

A identificação do novo peixe repercutiu na comunidade científica e gerou reação positiva até mesmo da equipe da Vila Sésamo na Austrália. A interação entre pesquisadores e figuras do entretenimento destaca como descobertas científicas podem alcançar o imaginário coletivo além do meio acadêmico.