Da redação
O mofo em residências pode indicar problemas estruturais e não apenas falta de limpeza, segundo especialistas do setor de construção civil. O fenômeno costuma se manifestar meses após a entrega do imóvel, acometendo ambientes em diversas cidades brasileiras e levantando dúvidas sobre a origem dos danos.
De acordo com engenheiros consultados, fatores como falhas na ventilação, isolamento inadequado, caimento insuficiente para escoamento de água, secagem incompleta dos materiais e ausência de proteção adequada contra umidade são as principais causas apontadas para o surgimento do mofo. Essas deficiências geralmente ocorrem ainda durante a construção do imóvel.
O mofo se revela por meio de manchas escuras nas paredes, cheiro forte e persistente, pintura estufada e sensação constante de abafamento nos ambientes afetados. Tais indícios podem aparecer mesmo em imóveis novos, independentemente da frequência de limpeza dos moradores, sinalizando problemas que se originam na execução da obra.
Engenheiros destacam que a presença de mofo pode prejudicar a saúde dos ocupantes, especialmente pessoas com alergias ou doenças respiratórias. Além disso, o problema pode provocar a desvalorização do imóvel ao comprometer a estética e a integridade das estruturas, exigindo muitas vezes reformas corretivas e custos extras para os proprietários.
Segundo relatos de moradores, as manchas costumam aparecer após alguns meses de uso do imóvel, mesmo com a manutenção rotineira. A ventilação inadequada e erros de projeto foram apontados como motivos recorrentes pelas equipes técnicas que avaliam esses casos.
Dados do setor de construção indicam que a atenção a etapas como escolha de materiais, impermeabilização e drenagem é fundamental para evitar problemas relacionados à umidade. Orienta-se que proprietários busquem avaliação profissional ao identificar sinais de mofo, a fim de impedir agravamento dos danos e proteger o patrimônio.





