Da redação
Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da ação penal do mensalão, tornou-se pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã. O anúncio ocorreu dias após questionamentos sobre sua filiação ao partido, validada nesta segunda-feira, 18, perante o Tribunal Superior Eleitoral, o que o torna apto para concorrer.
Durante sua aposentadoria antecipada do STF, Barbosa foi cotado como possível presidenciável, mas optou por não disputar o cargo naquele momento. Filiado ao PSB à época, acabou se retirando do cenário público e passou mais de dez anos longe dos holofotes. Agora, retorna como aposta do Democracia Cristã após o baixo desempenho de Aldo Rebelo nas pesquisas.
A principal dúvida sobre sua candidatura era se a filiação ao partido ocorreu dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral. Segundo o Democracia Cristã, Barbosa se filiou em 2 de abril e a ficha foi enviada ao TSE no dia seguinte. Dessa forma, está legalmente habilitado a disputar qualquer cargo nas eleições deste ano.
Apesar de não haver impedimentos jurídicos, Barbosa enfrenta desafios políticos. É pouco conhecido pela maioria dos eleitores e teria de iniciar praticamente do zero sua apresentação ao público. Sua notoriedade se relaciona principalmente ao período em que atuou como relator do mensalão, processo que resultou na condenação de políticos de diferentes espectros partidários.
Em meio a uma pré-campanha fortemente marcada pelo uso das redes sociais, o partido deverá encontrar estratégias para aumentar a visibilidade de Barbosa. O Democracia Cristã não possui estrutura, capilaridade nem tempo significativo de propaganda em rádio e TV, dificultando a comunicação direta com os eleitores.
Barbosa pode destacar seu histórico de combate à corrupção e sua carreira no Supremo Tribunal Federal ao tentar conquistar votantes indecisos, desiludidos e aqueles propensos a anular ou votar em branco. O cenário atual mostra desafios, já que o eleitorado parece inclinado majoritariamente a nomes como Lula e Flávio Bolsonaro.






