Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir nos próximos dias com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após semanas de relacionamento abalado. O encontro, previsto para quarta-feira, 20, no Palácio do Planalto, busca reabrir diálogo essencial para votações consideradas estratégicas pelo governo.
A relação entre Lula e Alcolumbre ficou estremecida após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Segundo integrantes do governo e articuladores do Palácio do Planalto, a retomada do diálogo é considerada fundamental, apesar do clima ainda tenso entre as partes envolvidas.
Alcolumbre foi convidado para participar da cerimônia do Pacto Nacional contra o Feminicídio na quarta-feira, mas até a noite de segunda-feira, 18, não havia confirmado sua presença. Durante a última ocasião em que estiveram juntos em público, na posse de Nunes Marques na presidência do STF, ambos permaneceram lado a lado, mas não tiveram contato ou sequer se olharam.
Nos bastidores, nos últimos dias, cresceu a especulação de que Lula pode voltar a indicar o nome de Messias para o Supremo. Para isso, seria necessário modificar o Regimento Interno do Senado, permitindo nova análise no mesmo ano. De acordo com interlocutores, esse tema pode dificultar a reaproximação entre Lula e Alcolumbre.
Lula busca apoio para aprovar propostas importantes, como a PEC que encerra a jornada de trabalho 6×1. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu colocar em votação a PEC e o projeto do governo sobre o mesmo tema no próximo dia 27. Se aprovados, os textos seguem ao Senado e dependem do ritmo determinado por Alcolumbre.
Na semana passada, Alcolumbre afirmou ao líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que breve indicará os relatores da PEC da 6×1 e do marco regulatório das terras raras. O governo interpretou a fala como sinal positivo para a retomada da relação. Mesmo assim, o Planalto manterá o regime de urgência do projeto, o que pode trancar a pauta se não houver deliberação em 45 dias.






