Da redação
Na sexta-feira (15), o Congresso Nacional foi iluminado em alusão ao Dia Nacional do Orgulho Trans e Travesti. A ação ocorreu em Brasília e integra políticas promovidas pelo Senado Federal no Plano de Equidade de Gênero e Raça, previsto para o biênio 2026-2027.
Neste ano, imagens e vídeos foram projetados sobre a fachada do Congresso, acompanhando os contornos e relevos do edifício. As palavras “meu nome”, “meu corpo” e “meu ser” destacaram direitos fundamentais das pessoas trans e travestis, como uso do nome social, acesso à transição segura pelo SUS e segurança para circular.
Segundo levantamento divulgado em 2026 pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Brasil permanece como o país com mais assassinatos de pessoas trans no mundo, mesmo após uma queda de 34% nas mortes em comparação ao ano anterior. O estudo aponta que a maioria das vítimas é jovem, com expectativa de vida média de apenas 35 anos.
A gestora do Núcleo de Coordenação de Ações de Diversidade do Senado, Stella Maria Vaz, ressaltou o caráter institucional da homenagem. Ela afirmou que a iniciativa representa “um gesto simbólico e político que reconhece a existência, a dignidade e a luta de pessoas trans e travestis”.
Stella Maria Vaz destacou ainda os desafios enfrentados por essa população, mencionando violências, exclusões e dificuldades no acesso a trabalho, saúde, educação e cidadania. “Queremos que essas pessoas saibam que não estão sozinhas. O orgulho trans e travesti nasce da resistência, mas nenhuma pessoa deve resistir sozinha para existir”, declarou.
Além das ações voltadas ao Dia Nacional do Orgulho Trans e Travesti, o Senado mantém um grupo de Trabalho LGBTQIA+ para promover debates, políticas de inclusão e novas iniciativas relacionadas à diversidade e respeito aos direitos humanos.






