Da redação
O executivo chileno Germán Naranjo Maldini, gerente da empresa Landes, está preso desde 15 de maio no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, acusado de ofensas racistas e homofóbicas contra um tripulante em voo da Latam entre Guarulhos e Frankfurt, no dia 10. Sua defesa pede a revogação da prisão, alegando tratamento psiquiátrico.
Maldini pediu desculpas pelas agressões verbais. Em conversa com o advogado criminalista Carlos Kauffmann, afirmou que está em tratamento psiquiátrico desde 2013 e relatou estar “completamente desorientado” durante o episódio. Segundo ele, as palavras não refletem quem é, pois enfrentava transtornos emocionais após a morte do irmão.
De acordo com o advogado, foi solicitada uma avaliação clínica e do estado mental do executivo. “Perdi meu irmão um tempo atrás e bebi demais. A pessoa que viram não sou eu, é uma pessoa que estava fora de si”, relatou Maldini ao defensor. O pedido de liberdade também destaca o risco concreto ao acusado devido à repercussão pública do caso.
Segundo as investigações, as ofensas começaram após o chileno tentar abrir a porta do avião e ser contido por comissários. Maldini é acusado de proferir insultos racistas, homofóbicos e xenofóbicos contra um tripulante, chegando a chamá-lo de “macaco” e imitar sons do animal. A Latam informou que ofereceu suporte psicológico e jurídico ao funcionário.
A empresa Landes anunciou o afastamento formal e preventivo do executivo de suas funções. A Agência Nacional de Aviação Civil repudiou o ocorrido, declarou apoio aos tripulantes e afirmou que acompanhará a apuração dos fatos junto à companhia aérea e autoridades competentes.
A Anac informou ainda que, a partir de 14 de setembro, passageiros indisciplinados poderão ser enquadrados em categoria gravíssima, sujeitos à multa de R$ 17,5 mil e inclusão em lista de impedimento de embarque, conforme novas regras.






