Por Alex Blau Blau
Presidente do Banco Central participa de audiência pública nesta terça feira e deve enfrentar questionamentos sobre atuação da autoridade monetária no caso envolvendo o banco liquidado no ano passado
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, será ouvido nesta terça feira pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em uma audiência marcada por expectativas de esclarecimentos sobre a crise do Banco Master. A sessão está prevista para começar às 10 horas.
A presença de Galípolo atende à exigência de comparecimento periódico ao Congresso para prestação de contas das atividades da autoridade monetária. Apesar da pauta institucional, o foco dos senadores deve recair sobre os desdobramentos do chamado Caso Master, que ganhou repercussão nacional após a liquidação extrajudicial da instituição financeira.
O presidente da comissão, senador Renan Calheiros, indicou que o encontro será utilizado para aprofundar questionamentos sobre a atuação do Banco Central diante da crise que atingiu o banco. Parlamentares querem esclarecimentos sobre decisões tomadas pela autoridade monetária antes da intervenção na instituição.
O Banco Central havia impedido anteriormente a tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília. Meses depois, a instituição financeira acabou entrando em colapso, levando à decretação da liquidação extrajudicial em razão de problemas de liquidez, insolvência e suspeitas de irregularidades.
Em depoimento anterior no Senado, Gabriel Galípolo revelou ter participado de uma reunião no Palácio do Planalto com o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao banco. Segundo ele, representantes da instituição alegavam sofrer resistência do mercado financeiro durante tentativas de captação de recursos.
Na ocasião, o presidente do Banco Central afirmou que encaminhou os representantes do banco para análise técnica dentro da própria instituição, ressaltando que as alegações apresentadas não pareciam compatíveis com a dimensão do banco no sistema financeiro.
Após a audiência com Galípolo, a comissão também deve analisar projetos ligados à área econômica, incluindo pedidos de financiamento para iniciativas de transição energética no Ceará e uma proposta voltada à renegociação de dívidas de produtores rurais com recursos do Fundo Social do Pré Sal.






