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Executivo chileno preso por racismo em voo pede perdão e diz que “não era ele” durante episódio

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Por Alex Blau Blau

Defesa afirma que acusado passou por surto psicológico em voo da Latam e tenta se retratar após prisão por ofensas racistas e homofóbicas em aeroporto de São Paulo

O executivo chileno detido após ofensas racistas e homofóbicas contra um comissário de bordo durante um voo da Latam se manifestou por meio de sua defesa e pediu desculpas pelo episódio. Ele afirma que não se reconhece nas atitudes registradas em vídeo.

Segundo a versão apresentada, Germán Andrés Naranjo Maldini teria vivido um episódio de alteração psicológica no momento em que proferiu as ofensas, o que, de acordo com a defesa, teria comprometido seu comportamento e percepção da realidade.

Em nota, o acusado declarou que gostaria de se desculpar pessoalmente com o comissário envolvido e afirmou que a pessoa que aparece nas imagens não refletiria sua personalidade ou suas convicções.

Ele também disse acreditar no respeito entre todas as pessoas e afirmou que o comportamento registrado seria incompatível com sua trajetória de vida, alegando que não agiu de forma consciente ou intencional.

A defesa informou ainda que o executivo realiza acompanhamento psiquiátrico há mais de uma década, possui histórico de internações relacionadas à saúde mental e faz uso contínuo de medicação controlada.

O caso ocorreu durante um voo no dia 10 de maio, quando o passageiro teria proferido ofensas de teor discriminatório contra um tripulante. A situação foi registrada em vídeo por pessoas a bordo e gerou repercussão imediata.

Após o episódio, o passageiro foi preso preventivamente ao desembarcar no Brasil e encaminhado para unidade de detenção, onde permanece à disposição da Justiça.

As imagens mostram o homem em atitude agressiva e com falas ofensivas direcionadas ao comissário de bordo, o que motivou a atuação das autoridades.

A empresa aérea envolvida declarou que não tolera qualquer tipo de comportamento discriminatório ou violento durante seus voos e reforçou compromisso com a segurança e o respeito entre passageiros e tripulação.

O caso segue sob análise das autoridades brasileiras, que avaliam as circunstâncias do episódio e a responsabilidade do acusado.