Início Mundo Países reforçam cooperação internacional contra financiamento do terrorismo em conferência em Paris

Países reforçam cooperação internacional contra financiamento do terrorismo em conferência em Paris

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Da redação

A presidente do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), Elisa de Anda Madrazo, afirmou nesta terça-feira (19) em Paris que países são obrigados a colaborar para combater o financiamento do terrorismo. A declaração ocorreu antes da 5ª conferência “No money for terror”, realizada paralelamente ao G7, reunindo mais de 70 delegações.

O Gafi, sediado em Paris, tem o papel de coordenar ações para prevenir e combater a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, avaliando sistemas nacionais e recomendando medidas de controle. O evento contou com ministros das Finanças, chefes de inteligência financeira e autoridades internacionais.

Segundo Elisa de Anda Madrazo, a cooperação internacional é indispensável diante da atuação transnacional dos terroristas, mas recentes tensões entre grandes potências, especialmente Estados Unidos, Rússia e China, têm fragilizado abordagens multilaterais. “Os terroristas não respeitam nenhuma fronteira. Não têm nenhum limite. Portanto, os países não podem se dar o luxo de não trabalhar juntos”, declarou.

Ela destacou, como exemplo, os benefícios da colaboração durante os Jogos Olímpicos de Paris-2024, citando operações bem-sucedidas. “Vários atentados terroristas foram frustrados e paralisados graças à inteligência financeira. Portanto, sabemos que funciona e que pode dissuadir os ataques. Não podemos nos dar o luxo de parar”, afirmou a presidente do Gafi.

O presidente Emmanuel Macron, por sua vez, defendeu a regulação das criptomoedas para evitar o uso desses ativos por organizações terroristas. “Se as criptomoedas estiverem totalmente fora de regulação, de fato seremos cúmplices de atividades terroristas”, advertiu Macron durante a conferência.

Autoridades francesas informaram que o objetivo do encontro é adaptar métodos, compartilhar práticas e enfrentar inovações. Serviços de inteligência observaram fragmentação das ameaças jihadistas devido à debilitação de Al-Qaeda e Estado Islâmico. Madrazo ressaltou o desafio dos ativos virtuais, destacando a descentralização e os novos mecanismos de financiamento desde 2018.