Início Brasil Polícia Federal investiga tráfico de colombianos e trabalho escravo no sul do...

Polícia Federal investiga tráfico de colombianos e trabalho escravo no sul do Rio

- Publicidade -


Da redação

A Polícia Federal lançou nesta quinta-feira, 21 de março, a Operação Juro Zero em municípios da região sul do Rio de Janeiro. A ação investiga crimes de tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão envolvendo cidadãos colombianos, conforme apurado pela corporação após denúncias recebidas.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou após colombianos relatarem que foram atraídos ao Brasil com promessas de emprego no setor de turismo. O grupo investigado teria financiado as passagens aéreas dessas pessoas. Ao chegarem ao país, as condições inicialmente oferecidas teriam mudado, levando as vítimas a situações degradantes.

Ainda segundo a corporação, além das condições de trabalho análogas à escravidão, foram identificados indícios de envolvimento dos investigados em agiotagem. Os imigrantes, em alguns casos, seriam utilizados para cobrar dívidas de terceiros, frequentemente através de violência e ameaça grave, conforme aponta a investigação.

A Polícia Federal também trabalha para identificar outros cidadãos colombianos que possam estar em situação semelhante. O objetivo é localizar possíveis vítimas que estejam vivendo em condições incompatíveis com a dignidade humana em diversos municípios do interior fluminense.

Nesta etapa da operação, agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão em Pinheiral e Resende. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti. Segundo a PF, a medida busca reunir mais provas, identificar completamente a organização criminosa e individualizar a conduta de cada investigado.

A Operação Juro Zero integra um conjunto de ações voltadas ao combate de crimes contra imigrantes na região. As investigações permanecem em andamento, com o objetivo de elucidar todos os fatos apurados até o momento e garantir a proteção dos direitos humanos das vítimas.