Da redação
Apesar da histórica proximidade entre Brasil e Cuba, o governo brasileiro decidiu não enviar ajuda energética à ilha caribenha. A decisão ocorre neste mês, diante do receio de sanções dos Estados Unidos, já que a Petrobras negocia ações na Bolsa de Nova York e há temor de punições caso forneça petróleo a Cuba.
O principal insumo de que Cuba necessita atualmente é energia. O Brasil, no entanto, temendo represálias do governo americano, optou por não atender a esse pedido. Segundo fontes oficiais, “os Estados Unidos prometeram multar empresas que forneçam petróleo para Cuba”, o que pode impactar diretamente a Petrobras.
Além das questões econômicas, o governo brasileiro evita desgaste político interno ao não enviar petróleo à ilha. Isso ocorre em um cenário de ações da Petrobras para conter a alta dos combustíveis no mercado nacional, agravada pela crise decorrente do conflito internacional atual. A opção tem sido por manter o abastecimento interno como prioridade.
Apesar de não fornecer petróleo, o Brasil enviou remédios e alimentos a Cuba até agora. Entretanto, há relatos de que até mesmo esses envios podem ser prejudicados pela intensificação da asfixia econômica imposta à ilha pelo governo Donald Trump desde 2017, dificultando a chegada de suprimentos básicos.
Em situação diferente está a Rússia, que em abril enviou um navio com 700 mil barris de petróleo a Cuba. De acordo com o governo brasileiro, a Rússia já está sujeita a sanções norte-americanas e europeias, por isso não teme novas punições em razão do fornecimento de energia ao país caribenho.
Cuba voltou ao centro das atenções internacionais recentemente após os EUA classificarem o país como “ameaça à segurança nacional”. A decisão foi acompanhada de acusações do governo Donald Trump contra Raúl Castro, apontado pelo abate de dois aviões norte-americanos em 1996, episódio que resultou em mortes de cidadãos dos Estados Unidos.





