Início Política Medidas do governo Lula somam R$ 221 bilhões e visam impulsionar reeleição

Medidas do governo Lula somam R$ 221 bilhões e visam impulsionar reeleição

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Da redação

O governo Luiz Inácio Lula da Silva instituiu um pacote de medidas estimado em R$ 221,2 bilhões para injetar recursos na economia em 2025 e 2026, com início de impactos em 2024. As iniciativas têm como objetivo ampliar o consumo e o investimento em ano eleitoral no país.

Entre as ações, destaca-se a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, estimada em R$ 33,5 bilhões. O pacote inclui ainda linhas de crédito para aquisição de caminhões, ônibus, veículos, reformas residenciais e compra da casa própria. Financiamentos destinados a trabalhadores privados e motoristas de aplicativos também integram o conjunto.

O Congresso Nacional aprovou parte dessas propostas, enquanto outras já foram anunciadas pelo Executivo. O programa de renegociação de dívidas prevê R$ 22 bilhões em crédito, enquanto o crédito consignado para o setor privado deve alcançar R$ 30 bilhões. Uma parcela relevante será destinada ao setor empresarial, com crédito subsidiado para exportadores somando R$ 21 bilhões.

Medidas sociais também fazem parte do pacote, como o Gás do Povo (R$ 5,1 bilhões) e o Luz do Povo (R$ 3,6 bilhões), além do repasse de R$ 20 bilhões em recursos extras do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida. Programas focados em reduzir o custo de vida e facilitar o acesso à moradia receberam atenção especial do governo.

Segundo dados do Banco Central, a projeção do PIB para 2024 está em 1,85%, porém, parte do mercado já revisa a estimativa para cerca de 2%. O economista Rodolfo Margato, da XP, calcula um impacto líquido das medidas de até 1,4 ponto percentual no crescimento econômico.

Margato ressalta que nem todo o volume liberado será utilizado imediatamente, pois boa parte dos recursos depende da demanda por crédito. Ele afirma: “Ainda assim, uma parcela relevante desse conjunto deve se traduzir em maior consumo e investimento. Logo, em aumento do PIB de curto prazo.”