Da redação
O Ministério da Ciência e Tecnologia do Vietnã lançou o programa PEBR, que visa impulsionar a pesquisa básica de excelência nas ciências naturais, priorizando o desenvolvimento de tecnologias estratégicas. A iniciativa, anunciada para ser implementada até 2035, busca fortalecer a capacidade científica nacional para alcançar padrões internacionais.
O programa adota uma abordagem de investimento focada e prioriza o apoio a pesquisas básicas vinculadas ao desenvolvimento de produtos e tecnologias de valor estratégico. Segundo o ministério, grupos de pesquisa sólidos e linhas de pesquisa consideradas promissoras para avanços significativos terão prioridade, em consonância com as potencialidades de desenvolvimento do país asiático.
Outra novidade é a mudança do modelo de investimento, que passa a priorizar projetos de médio e longo prazo, em detrimento de financiamentos para tarefas individuais e de curto prazo. O objetivo é garantir a continuidade, o acúmulo de conhecimento e o fortalecimento das capacidades de pesquisa de ponta. A política inclui também a promoção de ideias científicas inovadoras.
O ministério informou que está disposto a aceitar riscos científicos compatíveis com a pesquisa básica, com um sistema de gestão orientado para resultados e impactos. A integridade científica e o cumprimento de padrões acadêmicos internacionais foram destacados como princípios do programa, que visa consolidar o Vietnã como referência em ciência, tecnologia e inovação.
Entre as metas estabelecidas estão a formação de cerca de 30 grupos de pesquisa sólidos até 2030, sendo pelo menos três com liderança regional, e até 50 grupos, com dez em liderança regional e impacto internacional, até 2035. Espera-se também ampliar em até duas vezes a proporção de publicações em periódicos renomados mundialmente até 2035.
O programa dará suporte a pelo menos 500 pesquisadores de doutorado e pós-doutorado até 2030, incluindo 100 jovens capazes de liderar grupos em nível internacional. O incentivo à cooperação internacional prevê a realização de 100 projetos de pesquisa em parceria com estrangeiros até 2030, ampliando para 300 até 2035.






