Da redação
O economista-chefe do Banco Pine, Cristiano Oliveira, revisou nesta segunda-feira, 25, a projeção para o ciclo de cortes de juros no Brasil. O Banco Central deve realizar apenas mais duas reduções de 0,25 ponto percentual, encerrando o processo com a Selic em 14% ao ano, segundo Oliveira.
A decisão de rever a estimativa acompanha o cenário internacional, que enfrenta incertezas devido à guerra no Oriente Médio. Fatores como a alta dos preços do petróleo e dos produtos agrícolas pressionam a inflação global, impactando diretamente os rumos da política monetária no país, conforme explicou Oliveira.
Segundo a projeção do economista, essas pressões limitam o espaço para novas reduções da taxa de juros básica. Para Oliveira, o Banco Central precisará agir com cautela diante das adversidades externas e da persistência das pressões inflacionárias que atingem setores essenciais da economia.
De acordo com suas contas, a expectativa é de que a inflação no Brasil chegue a 5,6% em 2026 e recue para 5% em 2027. Essas estimativas refletem o impacto dos fatores globais no cenário econômico nacional e as dificuldades para manter a inflação sob controle nos próximos anos.
“O impacto sobre a condução da política monetária é direto: o espaço para calibração da taxa de juros tornou-se mais limitado. Assim, nosso cenário-base passou a incorporar apenas duas quedas adicionais de 25 pontos base na taxa Selic, levando-a para 14,0% ao ano ao final desta etapa do ciclo”, afirmou Oliveira.
Esse ajuste nas projeções indica mudança em relação às expectativas anteriores, diante de um ambiente econômico global menos favorável. O Banco Pine, por meio de sua análise, destaca os desafios enfrentados pelo Banco Central para equilibrar os efeitos das variáveis internacionais com a necessidade de controlar a inflação doméstica.






