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Brasil retoma ProÁfrica e investe R$ 25 milhões em cooperação científica com África

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Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, no Dia da África, a retomada do Programa de Cooperação Afro-Brasileira em Ciência e Tecnologia (ProÁfrica), durante evento organizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em Brasília. A iniciativa visa fortalecer laços entre Brasil e países africanos, apoiando colaboração científica, tecnológica e comercial.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) investirá R$ 25 milhões para projetos conjuntos nas áreas de meio ambiente, agricultura, energia renovável, saúde e segurança alimentar. Segundo a ministra Luciana Santos, a liberação dos recursos foi viabilizada após esforços do presidente para impulsionar ciência, tecnologia e inovação.

Durante os mandatos de Lula, o governo formalizou parcerias estratégicas com países africanos como África do Sul, Angola, Egito e Moçambique, além de receber chefes de Estado africanos no Brasil. Essas interações resultaram em acordos em setores como agricultura, aviação civil, defesa, saúde, educação e turismo, fortalecendo a política de integração com o Sul Global.

O secretário de África e Oriente Médio, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, destacou a importância de diversificar parceiros comerciais diante do protecionismo de países desenvolvidos. O continente africano, com uma população de 1,5 bilhão de pessoas, revela potencial de crescimento e possui um mercado consumidor dinâmico.

Durante o evento, o embaixador de Camarões, Martin Agbor Mbeng, agradeceu o apoio do Brasil na ONU ao reconhecimento da escravidão como crime contra a humanidade. Ele também mencionou a atuação brasileira na defesa do sistema multilateral de comércio na OMC, atualmente sujeito a desafios de medidas unilaterais.

Segundo o Ministério da Economia, o comércio entre Brasil e África atingiu US$ 23,7 bilhões, com superávit de US$ 7,2 bilhões para o Brasil. O volume comercial cresceu 52% desde 2020 e 16% em relação a 2023. Acordos recentes com Angola também abrangem integração de arquivos históricos e cooperação cultural.