Início Brasil Professores da USP entram em greve por reajuste salarial acima da inflação

Professores da USP entram em greve por reajuste salarial acima da inflação


Da redação

Professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram aderir à greve estudantil nesta segunda-feira, 25, após assembleia realizada no campus. A mobilização foi organizada pela Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), que rejeitou a proposta de paralisação parcial e aprovou a interrupção completa das atividades docentes.

Durante a assembleia, os professores definiram duas principais reivindicações para a greve: o reajuste salarial acima da inflação e a retomada de negociações interrompidas anteriormente. A votação marcou o posicionamento oficial da categoria em alinhamento com o movimento estudantil que já ocorria na instituição.

Segundo a Adusp, a rejeição à proposta de paralisação parcial buscou garantir maior coesão nas demandas da categoria. Assim, os docentes decidiram unir forças aos estudantes, fortalecendo o ato conjunto e aumentando a pressão sobre a administração universitária.

A greve, aprovada por ampla maioria, provocou a suspensão imediata das aulas e das demais atividades acadêmicas. A direção da USP ainda não se manifestou oficialmente sobre a adesão dos professores ao movimento grevista nem indicou previsão para novo diálogo com representantes docentes.

O movimento ocorre em meio a um cenário de reivindicações anteriores sobre melhorias salariais e condições de trabalho na universidade. Os docentes afirmam que as negociações com a administração da USP estavam paralisadas, o que motivou a intensificação do protesto.

A Universidade de São Paulo é uma das instituições públicas de ensino superior mais relevantes do país, com milhares de estudantes e profissionais envolvidos em suas atividades. O movimento grevista deve impactar a rotina de aulas e serviços acadêmicos enquanto durar a paralisação.