Início Política Filme sobre Bolsonaro pode prejudicar candidatura de Flávio, diz Financial Times

Filme sobre Bolsonaro pode prejudicar candidatura de Flávio, diz Financial Times

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Da redação

O jornal britânico Financial Times afirmou, em reportagem publicada ontem, que o filme Dark Horse, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pode prejudicar a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A reportagem aponta que o longa está envolvido em controvérsia antes mesmo da estreia, afetando o cenário político em Brasília.

O periódico detalha que Flávio Bolsonaro procurou Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para buscar financiamento à produção. Vorcaro está preso e é investigado por fraudes. Segundo o FT, essa revelação colocou Flávio no centro de escândalo político, levantando dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral como principal desafiante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Financial Times descreve Dark Horse como uma “comédia de erros”. Segundo o jornal, apoiadores de Flávio esperam que o senador busque inspiração no pai para sua “sobrevivência política”. A análise aponta ainda que o escândalo teria abalado os planos eleitorais do senador, tratado como sucessor político de Jair Bolsonaro.

De acordo com o site Intercept Brasil, cerca de R$ 61 milhões foram destinados ao filme em 2025, valor muito superior ao orçamento de grandes produções nacionais, como O Agente Secreto, que custou R$ 27 milhões. O FT ressalta que apoiadores do filme afirmam que a soma não é elevada para padrões de Hollywood.

A produção enfrentou denúncias a sindicatos sobre condições de trabalho no set e teria utilizado sem autorização uma música da cantora Beyoncé. A mistura de thriller com conspiração narraria a chegada de Bolsonaro ao poder em 2018 e a obra foi definida pelo FT como envolvendo aspectos do chamado “Trump dos Trópicos”.

Mesmo diante da polêmica, aliados dos Bolsonaros avaliam que o filme, estrelado pelo ator americano Jim Caviezel, pode receber destaque no Brasil e no exterior. O ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, afirmou que vai promover o longa nos Estados Unidos, ressaltando que a presença de Caviezel pode ampliar o interesse internacional.