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PF realiza operação contra Cláudio Castro em apuração sobre investimentos do RioPrevidência

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Da redação

Investigação analisa aplicações bilionárias feitas com recursos previdenciários de servidores estaduais em instituição financeira que sofreu liquidação após crise no sistema bancário

A Polícia Federal realizou nesta terça feira uma nova operação que tem como alvo o ex governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A ação faz parte das investigações sobre investimentos realizados pelo RioPrevidência em títulos emitidos pelo Banco Master, instituição financeira que posteriormente entrou em colapso e foi liquidada pelas autoridades monetárias.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e busca reunir provas sobre a destinação de recursos públicos ligados ao fundo previdenciário dos servidores estaduais.

Segundo as apurações, aproximadamente R$ 970 milhões teriam sido aplicados em letras financeiras emitidas pelo banco entre os anos de 2023 e 2024.

Além desse valor, investigadores também analisam movimentações que podem chegar a R$ 1,5 bilhão em fundos administrados pela mesma instituição financeira.

A investigação procura identificar quem autorizou os investimentos, quais critérios técnicos foram utilizados e se houve exposição excessiva de recursos públicos a operações consideradas de risco elevado. Os investigadores também querem esclarecer se alertas internos sobre a situação financeira do banco foram ignorados durante o processo de aplicação dos valores.

As letras financeiras utilizadas nas operações funcionam como títulos emitidos por bancos para captação de recursos. No entanto, os papéis adquiridos pelo fundo previdenciário não possuíam cobertura do mecanismo de proteção ao crédito destinado a investidores em casos de falência bancária.

O caso ganhou maior repercussão após a liquidação do Banco Master em meio a suspeitas de irregularidades e dificuldades de liquidez. A situação provocou preocupação sobre possíveis prejuízos ao patrimônio responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões do funcionalismo estadual.

Batizada de Operação Barco de Papel, a ação também apura indícios de gestão temerária e eventual favorecimento indevido envolvendo a aplicação dos recursos públicos. Em nota, o RioPrevidência informou que os investimentos seguiram as normas legais e afirmou que existem mecanismos judiciais destinados à proteção dos valores aplicados.

O avanço das investigações aumenta a pressão sobre Cláudio Castro, que já havia sido citado anteriormente em outras apurações conduzidas pela Polícia Federal.