Início Mundo EUA bombardeiam Bandar Abbas e rompem cessar-fogo com Irã durante negociações

EUA bombardeiam Bandar Abbas e rompem cessar-fogo com Irã durante negociações

- Publicidade -


Da redação

Os Estados Unidos bombardearam a cidade portuária de Bandar Abbas, no Irã, na noite de terça-feira, 25, durante um cessar-fogo firmado entre os países. A ação ocorreu após semanas de negociações sem avanços, segundo militares americanos, para conter ameaças representadas por forças iranianas na região do Estreito de Ormuz.

O porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Tim Hawkins, afirmou que foram atingidos “locais de lançamento de mísseis e barcos que colocavam minas”. Conforme divulgado, o objetivo dos ataques seria proteger tropas americanas durante o período de trégua, que perdura há quase sete semanas.

Mídias locais, como Irna e Mehr News Agency, relataram múltiplas explosões no leste de Bandar Abbas e áreas costeiras, mas o Irã não confirmou oficialmente os alvos atingidos. As autoridades, no entanto, informaram que a situação em Bandar Abbas “permanece totalmente sob controle” após os bombardeios.

O Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) comunicou que derrubou um drone MQ-9 Reaper dos EUA que teria invadido o espaço aéreo do país. O IRGC ressaltou que “qualquer violação do cessar-fogo será respondida com severidade”. O Ministério das Relações Exteriores iraniano repudiou a ação dos EUA, alegando “flagrante violação do cessar-fogo”.

Segundo nota oficial de Teerã, “não deixará nenhum mal impune e não hesitará em defender a ação iraniana”. Além disso, o comunicado classificou a operação militar americana, realizada durante mediação diplomática conduzida pelo Paquistão, como demonstração de “má-fé e quebra de promessas do governo dos EUA”.

O impasse ocorre enquanto o Irã exige a retirada de bases militares americanas do Oriente Médio, desbloqueio de recursos financeiros e suspensão de sanções econômicas. O governo dos EUA, por sua vez, condiciona qualquer avanço à entrega de urânio iraniano e à abertura do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo.