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Israel afirma ter matado Mohamed Odeh, novo chefe militar do Hamas em Gaza

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Da redação

Israel informou nesta quarta-feira, 27, que matou Mohamed Odeh, novo chefe do braço armado do Hamas na Faixa de Gaza. A operação ocorreu pouco após Odeh assumir o comando, substituindo Ezedine al-Hadad, morto em 15 de maio. O anúncio foi feito pelo Exército israelense e pela agência de segurança Shin Bet.

Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel tem realizado operações direcionadas contra líderes do grupo na região. Segundo as Forças Armadas israelenses, Odeh é o quarto comandante das Brigadas Ezedine al-Qassam eliminado desde o início do atual conflito. O Exército afirmou que continuará a agir contra a liderança do Hamas.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que “o comandante do braço armado da organização terrorista Hamas em Gaza foi eliminado ontem e enviado para se reunir com seus companheiros nas profundezas do inferno”. Katz afirmou ainda que Israel está comprometido em eliminar todos os responsáveis pelos ataques de 2023.

De acordo com um membro do Hamas, a esposa de Mohamed Odeh e seus dois filhos também morreram durante um bombardeio aéreo israelense. O funeral de Odeh está previsto para acontecer na Cidade de Gaza nesta quarta-feira. O grupo palestino, no entanto, nunca confirmou oficialmente a nomeação de Odeh como chefe das brigadas.

Na noite anterior à confirmação da morte de Odeh, moradores relataram intensos bombardeios israelenses no oeste da Cidade de Gaza. Conforme dados do Ministério da Saúde do território, 910 pessoas morreram em ataques desde o início do cessar-fogo em outubro de 2025. Seis dessas mortes ocorreram na noite de terça-feira no bairro de Rimal.

Após o ataque do Hamas em outubro de 2023, que resultou em 1.221 mortos em Israel, retaliou com ataques que deixaram ao menos 72.803 vítimas fatais em Gaza, segundo autoridades locais. Israel controla 60% da Faixa de Gaza, incluindo os pontos de entrada e saída, e tem como alvo não apenas líderes do Hamas em Gaza, mas também membros do grupo no Líbano e aliados do Hezbollah.