Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, já efetuou pelo menos três alterações em sua equipe de comunicação. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda busca um assessor de imprensa para sua campanha eleitoral, conforme informações obtidas nesta semana, em Brasília.
Segundo fontes do governo, Lula avaliou dois nomes para o cargo, mas ainda não definiu o responsável. Existe a possibilidade de o atual secretário de imprensa do Planalto, Laércio Portela, integrar a equipe da campanha, hipótese que permanece em análise. Ricardo Stuckert, ex-secretário de produção e divulgação de conteúdo audiovisual, já deixou o cargo para dedicar-se à estrutura eleitoral.
A indefinição sobre o comando da comunicação tem gerado desconforto dentro do governo. Integrantes relatam que a pré-campanha de Lula estaria “desarticulada” entre três núcleos distintos. Edinho Silva, presidente do PT, lidera a coordenação central, realizando reuniões com o publicitário Raul Rabelo, mas ainda não definiu a montagem de um quartel-general da campanha.
Outro grupo relevante é composto por conselheiros históricos de Lula, entre eles Gilberto Carvalho, responsável pela articulação com movimentos sociais, e Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, encarregado de ações com setoriais do partido para eventos temáticos. A previsão é que Carvalho também coordene a agenda do candidato durante a campanha.
O PT conta ainda com o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), cuja incumbência abrange tanto a campanha quanto as alianças regionais. A partir deste mês, o deputado Jilmar Tatto assumiu a coordenação do setor, fortalecendo os esforços para a consolidação de apoios estaduais.
Conforme apurado, Raul Rabelo, sócio do ministro Sidônio Palmeira (Secom), está à frente da comunicação da campanha. Porém, Sidônio não deve se afastar do ministério neste momento. A expectativa é que ele tire férias no início do primeiro turno para compor a equipe diretamente na campanha presidencial.






