Matheus Magalhães
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta terça-feira (26), durante evento em Perus, zona norte da capital, que a USP possui recursos em caixa e que cabe ao reitor Aluisio Segurado lidar com as demandas estudantis, após mais de cinco semanas de paralisação na universidade.
Segundo Tarcísio, as reivindicações dos estudantes são justas, especialmente no que diz respeito à permanência e melhorias no Crusp e no restaurante universitário. Ele declarou: “É justo que os alunos briguem por melhoria no programa de permanência? É justo, claro”, reforçando que tais questões são atribuição da reitoria.
O governador ressaltou que o Estado garante previsibilidade orçamentária para a USP, que tem “autonomia para tomar as decisões em relação ao orçamento que tem”. Disse ainda que a universidade mantém o maior programa de auxílio estudantil do país, mas reconheceu que há possibilidade de avanços nas políticas existentes.
No início de abril, Tarcísio apoiou a atuação da Polícia Militar durante a retirada de estudantes grevistas que ocupavam a reitoria. Ele afirmou: “A polícia agiu como tinha que agir”, e defendeu que a universidade é espaço público de debate, mas que “não pode ser um espaço de baderna, depredação e destruição do patrimônio público”.
Na semana passada, alunos das universidades estaduais paulistas realizaram manifestação até o Palácio dos Bandeirantes e foram atendidos por representantes do Executivo, a quem apresentaram demandas por mais investimentos. Entretanto, as negociações por melhorias e o fim da paralisação permanecem estagnadas.
O orçamento da Universidade de São Paulo para 2026 está previsto em R$ 9,41 bilhões, o maior de sua história, com aumento de 2,87% sobre o ano anterior. As universidades estaduais paulistas recebem 9,57% da cota do ICMS do estado, conforme determina a legislação.




