Da redação
Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão, declarou nesta quinta-feira que não acredita em uma possível chapa composta por Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo. Segundo ele, ambos não teriam condições de enfrentar o cenário político atual, justificando sua permanência como pré-candidato.
No entendimento de Renan, “não são más pessoas”, porém ele afirmou ser o único capaz de “segurar a bronca de apanhar, ao mesmo tempo, de bolsonaristas e petistas”. O pré-candidato enfatizou que acredita ser o único com perfil para enfrentar pressões provenientes dessas duas alas políticas influentes.
Ainda segundo Renan Santos, a situação política de Romeu Zema é “periclitante”. Ele mencionou: “O Zema tentou, tadinho, chamar o Flávio Bolsonaro de incoerente por conta da relação com o Daniel Vorcaro. Mas ele, infelizmente, não tem pulso para segurar a bronca. E eu entendo. Pouca gente consegue”.
Renan expressou compreensão quanto à dificuldade dos concorrentes diante das disputas entre grupos políticos. “Não é uma coisa que eu possa exigir dos meus concorrentes, nem do Zema nem do Caiado. Eles não vão aguentar”, afirmou, destacando que pretende seguir na disputa eleitoral devido a essas circunstâncias.
Sobre uma união entre Zema e Caiado, o pré-candidato revelou que há resistência dentro do partido Novo. Renan relatou que “muitos no Novo” se opõem a uma aliança entre os dois, justificando que preferem apoiar Flávio Bolsonaro nas próximas eleições, segundo avaliação interna.
O debate em torno das alianças para a corrida presidencial tem ganhado relevância nos últimos meses, envolvendo diferentes legendas e candidatos. As declarações de Renan Santos ocorrem em meio a articulações sobre possíveis composições partidárias e movimentos para formação de chapas em 2026.




