Da redação
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira, 28, a Operação Fluxo Oculto. A ação foi realizada em São Paulo para desmantelar um esquema investigado de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
De acordo com as investigações, o núcleo estaria ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com foco em atividades ilícitas envolvendo combustíveis. Segundo o Gaeco, as apurações apontam para a existência de uma rede de empresas suspeitas de manipular notas fiscais e de realizar operações financeiras atípicas.
As autoridades destacam que, além das empresas de combustíveis, fintechs também estariam sendo usadas para movimentar valores. Conforme apurado, parte do dinheiro obtido seria lavado por meio dessas instituições financeiras de tecnologia, dificultando o rastreamento dos recursos.
A Receita Federal atuou em conjunto com o Ministério Público na coleta de provas e na análise das movimentações bancárias. O órgão informou que o esquema investigado teria causado prejuízos expressivos aos cofres públicos mediante sonegação de impostos e outras irregularidades fiscais.
Os envolvidos são investigados por participação em organização criminosa, fraude fiscal e lavagem de dinheiro. A operação contou com mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, mas os nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente até o momento.
Segundo dados fornecidos pelas autoridades, a Operação Fluxo Oculto faz parte de uma série de ações já desencadeadas pelo Gaeco e pela Receita Federal com o objetivo de combater crimes financeiros no estado de São Paulo. As investigações continuam em sigilo para garantir a eficácia das próximas etapas.




