Da redação
A Dívida Pública Federal (DPF) atingiu R$ 8,798 trilhões em abril, alta de 1,91% em relação a março, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (27). O aumento se deve à emissão recorde de títulos, principalmente vinculados à Taxa Selic, com movimentação concentrada no mercado doméstico.
Em agosto de 2023, a DPF havia ultrapassado a marca de R$ 8 trilhões pela primeira vez. O Plano Anual de Financiamento, apresentado em janeiro, projeta que o estoque da dívida chegue ao final de 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, mantendo tendência de crescimento observada no período recente.
A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) subiu 1,93%, passando de R$ 8,302 trilhões para R$ 8,462 trilhões. Em abril, o Tesouro emitiu R$ 68,04 bilhões a mais do que resgatou, principalmente em papéis atrelados à Selic. Os juros apropriados no mês somaram R$ 92,54 bilhões e contribuíram para a elevação do saldo devedor.
O volume total de títulos emitidos no mês chegou a R$ 201,09 bilhões, máximo registrado desde o início da série histórica. O principal fator foi a substituição de títulos atrelados à Selic vencidos e novas emissões para atender à demanda dos investidores. Apesar disso, os resgates totalizaram R$ 133,05 bilhões, em razão dos vencimentos concentrados em títulos prefixados no início do trimestre.
Já a Dívida Pública Federal externa subiu 1,28%, alcançando R$ 335,88 bilhões, mesmo diante da queda de 4,42% do dólar em abril, resultado da emissão recorde de 5 bilhões de euros no mês. O colchão da dívida pública avançou para R$ 1,091 trilhão, cobrindo 8,91 meses de vencimentos previstos.
Na composição da DPF, títulos atrelados à Selic passaram de 47,71% para 48,59%, enquanto os corrigidos pela inflação foram de 26,67% para 26,76%, os prefixados caíram de 21,80% para 20,85% e os vinculados ao câmbio passaram de 3,83% para 3,8%. Instituições financeiras detêm 31,46% do estoque, seguidas por fundos de pensão (22,32%) e fundos de investimento (22,17%).




