Início Ciência e tecnologia MCTI e CNPq lançam edital de R$ 8 milhões para eventos da...

MCTI e CNPq lançam edital de R$ 8 milhões para eventos da SNCT


Da redação

O Brasil lidera em número de espécies de anfíbios e peixes de água doce e está entre os cinco países com mais aves, mamíferos e répteis do mundo. O monitoramento dos exemplares é considerado fundamental para estudos científicos, segundo especialistas, devido à importância global da biodiversidade brasileira.

De acordo com Thais Condez, pesquisadora do Instituto Nacional da Mata Atlântica, o monitoramento permite identificar padrões de migração, reprodução e ocupação de habitats, além de fornecer dados essenciais para pesquisas sobre polinização. Ela destaca que essas informações impactam a saúde humana, já que a redução de habitats naturais pode aumentar o contato com animais silvestres e facilitar a transmissão de patógenos.

Os registros das espécies consistem em fotografias, gravações sonoras, pegadas, identificação de fezes e coleta de materiais de animais e plantas. Especialistas explicam que a metodologia utilizada varia conforme o grupo estudado. Instrumentos para pescar peixes diferem daqueles aplicados ao monitoramento de anfíbios, exemplificando a complexidade das técnicas empregadas.

O pesquisador Leonardo Moreira, do Instituto de Pesquisa do Pantanal, afirma que detectar espécies migratórias pode ser um desafio. “Em muitos casos, os pesquisadores enfrentam dificuldades em dizer se determinada espécie passou ou permanece na região”, relata. Mapear essas rotas é apontado como essencial para estratégias eficazes de conservação ambiental.

A chamada ciência cidadã, em que a população contribui com registros, tem papel relevante. Conforme estudo do IBGE, 49,83% das ocorrências catalogadas foram fornecidas por cidadãos, sobretudo por meio de fotografias. “A imagem é uma informação superimportante, que mostra que determinada espécie ocorre naquela área ou passa por ali em determinada época”, explica Moreira.

Dados do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) apontam que até 2025 aves, plantas e artrópodes somam os maiores volumes de registros. Destacam-se incrementos em fungos (176,6%), mamíferos (155%) e peixes (139,9%) em relação a 2022. Satélites, como o Amazônia-1B, também auxiliam no monitoramento, apoiando o planejamento e a fiscalização ambiental.