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Polícia apreende 2.000 camisas e 85 mil figurinhas da Copa falsificadas em SP


Da redação

A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Deic, apreendeu aproximadamente 2 mil camisas de seleções, majoritariamente do Brasil, além de 85 mil álbuns e figurinhas da Copa do Mundo falsificados nesta quinta-feira (28), em áreas de comércio popular na avenida Vautier, no Pari, e em ruas do centro da capital paulista. A ação foi motivada por suspeita de crime contra a propriedade industrial.

Durante a operação, cinco pessoas foram presas em flagrante conforme a Lei Geral do Esporte. De acordo com a Polícia Civil, todos responderão judicialmente por crimes relacionados à utilização indevida de símbolos oficiais e ao uso não autorizado de imagens ou produtos de determinadas marcas. A operação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Antipirataria.

A legislação considera crime a comercialização de produtos piratas com símbolos oficiais ou marcas registradas sem permissão dos titulares. As apreensões reforçam o combate à pirataria com foco nos grandes eventos esportivos, especialmente devido ao aumento na procura por itens ligados à Copa do Mundo.

Segundo dados do Google Trends, o álbum da Copa do Mundo de 2026 despertou 41% mais interesse entre brasileiros do que o da edição de 2022 no Qatar. O aumento da busca é atribuído tanto à popularidade do torneio quanto às dúvidas frequentes sobre raridade de figurinhas e convocação de jogadores como Neymar.

A edição deste ano também gera expectativa devido à ampliação do torneio, que contará com 48 seleções, além do custo para completar o álbum e questões sobre a convocação de atletas. A alta procura contribui para a proliferação de produtos falsificados em centros comerciais.

Na semana anterior, operação semelhante foi realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em Nova Iguaçu, onde 200 mil figurinhas falsificadas, além de camisetas e bonés ilegais da seleção brasileira, foram apreendidos. O material estava sendo transportado em um ônibus para possíveis revendas, mas não houve prisão na ocasião.