Da redação
O Palácio do Planalto mantém sigilo em relação ao tratamento de radioterapia iniciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após cirurgia em 24 de abril para remoção de carcinoma basocelular do couro cabeludo. O procedimento ocorre em Brasília, no Hospital Sírio-Libanês, em meio à proximidade do período eleitoral.
A equipe de Lula limita a divulgação das informações sobre o tratamento a poucos assessores diretos, que enfatizam tratar-se de um procedimento rotineiro. A decisão visa restringir o uso de dados sobre a saúde presidencial, conforme apurado, sobretudo diante da possibilidade de Lula disputar um quarto mandato.
A estratégia de comunicação inclui a ausência de boletins médicos detalhando os procedimentos realizados. O passado de Lula, que foi tratado anteriormente de câncer de garganta, também pesa na cautela adotada pelo entorno presidencial na condução e na divulgação do tratamento atual.
Até esta quinta-feira, 28, Lula já havia passado por quatro sessões de radioterapia. A terceira aplicação foi realizada na noite de quarta-feira, logo após o retorno de viagem ao Amazonas, e a quarta sessão ocorreu na manhã seguinte, antes da recepção à presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons.
Segundo assessores do presidente, cada aplicação de radioterapia dura cerca de dois minutos e é inserida nos intervalos da agenda oficial. O tratamento é coordenado pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica da Presidência, Ana Helena Germoglio. O presidente manteve suas atividades durante o período.
Ao todo, o cronograma prevê 15 sessões de radioterapia ao longo de três semanas. Essa etapa faz parte de um tratamento complementar recomendado após a cirurgia para remoção do carcinoma. Lula segue cumprindo atividades oficiais enquanto realiza as sessões, conforme informado por membros de sua equipe.




