Da redação
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu afastar Yves Luan Carvalho Guachala, juiz de origem indígena, de suas funções. A medida foi tomada recentemente na sede do tribunal em Florianópolis. O afastamento motivou diversas entidades sociais a cobrarem mudanças institucionais no Judiciário estadual.
Organizações da sociedade civil organizaram manifestações em resposta à decisão do tribunal catarinense. Entre os grupos, destaque para a Educafro, que manifestou publicamente sua preocupação com o afastamento e defendeu a necessidade de revisão dos processos internos relacionados ao tema no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
A Educafro protocolou uma representação formal, direcionada ao presidente e aos conselheiros do TJSC. O documento solicita não apenas a reavaliação do caso do magistrado, mas também pede ajustes institucionais que assegurem maior diversidade e equidade nas decisões do Judiciário estadual, conforme informado pela entidade.
Segundo a Educafro, a atuação de Yves Luan Carvalho Guachala representa importante avanço para a representatividade indígena no sistema Judiciário. A entidade ressalta ainda que a exclusão de profissionais indígenas pode comprometer avanços já obtidos em questões de inclusão e diversidade institucional.
O afastamento do juiz gerou debates públicos e levou entidades representativas a reivindicarem mecanismos mais transparentes de avaliação de desempenho e de apuração de condutas de magistrados. Até o momento, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina não divulgou detalhes dos motivos que fundamentaram a decisão.
Com o episódio, aumentou a mobilização de organizações em defesa de maior participação de populações indígenas e de minorias étnicas no Judiciário catarinense. Yves Luan Carvalho Guachala tem trajetória marcada pelo ingresso na magistratura por meio de concurso público e atuação em pautas relacionadas à diversidade.






