Da redação
A União e o Governo do Distrito Federal firmaram nesta semana um acordo superior a R$ 6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília (BRB), em resposta à crise de liquidez enfrentada pela instituição após a tentativa frustrada de compra do Banco Master. O acordo foi oficializado no Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (26).
O processo de socorro teve início quando o governo do Distrito Federal protocolou uma ação no STF solicitando apoio da União para enfrentar as dificuldades financeiras do BRB. Na audiência de conciliação ocorrida no STF, representantes das partes chegaram a um entendimento sobre os termos do acordo, que foi então formalizado juridicamente.
A proposta prevê a concessão de um empréstimo ao governo do Distrito Federal com utilização de recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O acordo também estabelece que a garantia para esse empréstimo será prestada por um sindicato composto por bancos públicos e privados, como forma de viabilizar a operação financeira.
No caso de eventual inadimplência por parte do governo distrital, a contragarantia ocorrerá mediante recursos que seriam destinados ao Distrito Federal pelo Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal. O empréstimo acordado terá prazo para pagamento de até 15 anos, sendo que os dois primeiros anos serão de carência, com pagamentos previstos a partir de 2028.
Em declarações à imprensa, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou considerar o acordo um marco para a região. “Essa é uma virada de página para o governo do Distrito Federal, para a população do Distrito Federal”, disse, salientando a importância estrutural e social do BRB para a economia local.
Segundo informações divulgadas pelo GDF, o BRB é considerado estratégico para a estabilidade econômica do Distrito Federal. A governadora destacou ainda que, “mesmo diante de tanta crise, ele permaneceu firme”, e avaliou que o banco sai mais fortalecido do processo de reestruturação financeira viabilizado pelo acordo.





