Início Mundo Brasil e Suriname iniciam negociações para ampliar acordo comercial e parcerias econômicas

Brasil e Suriname iniciam negociações para ampliar acordo comercial e parcerias econômicas


Da redação

Brasil e Suriname iniciarão, a partir do segundo semestre, negociações para ampliar o acordo de comércio entre os países e fomentar novas oportunidades de negócios. O anúncio foi feito após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente surinamesa Jennifer Geerlings-Simons nesta quinta-feira, em Brasília.

O encontro bilateral destacou a intenção de fortalecer laços econômicos e comerciais. Simons, que assumiu a presidência em 2023 e permanece no cargo até 2030, é a primeira mulher a ocupar o posto no Suriname. A visita oficial teve como um dos principais temas a expansão da cooperação bilateral.

Lula afirmou que o comércio entre Brasil e Suriname ainda é restrito. Ele explicou que, em 2025, o volume negociado foi de apenas 55 milhões de dólares, com poucos produtos envolvidos. “O único acordo comercial que temos é extremamente restrito. Com esta visita, conseguimos aprovar termos de referência para aumentar os fluxos entre Brasil e Suriname”, declarou.

A pauta do comércio bilateral atualmente inclui maquinários, material elétrico, produtos químicos e commodities, sendo quase todas exportações brasileiras. Segundo Lula, a expectativa é de que as negociações futuras possibilitem a inclusão de novos setores e ampliem medidas de facilitação comercial entre os países.

A delegação surinamesa também participa, em Brasília, de um encontro empresarial com representantes de entidades brasileiras, envolvendo empresas dos setores de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações, para identificar novas oportunidades de cooperação.

O Suriname se destaca por recentes descobertas de grandes reservas de petróleo na Bacia da Guiana, no Atlântico. Em 2024, Petrobras e Staatsolie firmaram acordos de intercâmbio sobre petróleo, energias renováveis e segurança na exploração. Lula mencionou ainda o potencial dos dois países em minerais críticos essenciais para a indústria de tecnologia.