Da redação
O governo do Distrito Federal fechou acordo nesta quinta-feira (28) para socorrer o Banco de Brasília (BRB) com apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), após audiência de conciliação conduzida por Luiz Fux, ministro do STF. A medida visa evitar risco sistêmico diante da crise financeira do banco, conforme autoridades federais.
Segundo técnicos federais que participaram das negociações, a governadora do DF, Celina Leão (PP), precisará apresentar um plano robusto de reestruturação do BRB. A recomendação inclui a venda de mais ativos, além dos já anunciados, para fortalecer o capital e garantir a sustentabilidade do banco estatal.
O BRB já aprovou em assembleia extraordinária, em abril, um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. No entanto, especialistas consideram que esse montante pode não ser suficiente a longo prazo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que um eventual colapso do banco causaria um prejuízo de até R$ 17 bilhões ao FGC.
A crise se agravou após o BRB adquirir em torno de R$ 21,9 bilhões em ativos do Banco Master, segundo informações obtidas. O banco não apresentou o balanço de 2025, descumprindo exigências legais do Banco Central. Esta situação ampliou a preocupação com as reais perdas sofridas pela instituição.
Como parte do acordo, o governo do DF se comprometeu a não conceder aumentos salariais, não criar cargos nem realizar concursos, e a adotar medidas de ajuste fiscal. O objetivo é viabilizar um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões do FGC ao BRB, conforme estabelecido na conciliação.
A articulação para o resgate começou cerca de dez dias antes de o DF apresentar ação no STF, em 20 de maio, visando suspender restrições para o empréstimo. O BRB atua como operador da política pública local, gerindo folhas de pagamento, bilhetagem de transporte e benefícios sociais, funções consideradas essenciais pela equipe econômica.





