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Governo Lula investe R$ 80 milhões em campanha sobre fim da escala 6×1


Da redação

O governo Lula (PT) destinou R$ 80 milhões para campanhas publicitárias que promovem o fim da escala de trabalho 6×1, sistema em que seis dias de trabalho são seguidos por apenas um dia de descanso. A verba foi direcionada à Secretaria de Comunicação Social (Secom) e a campanha teve início em maio de 2024 em todo o país.

A proposta de redução da jornada, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de junho na forma de uma PEC, ainda depende de votação no Senado. O investimento na divulgação é o dobro do reservado em 2025 para promover a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Segundo aliados do presidente, o impacto eleitoral esperado daquela campanha de isenção ficou abaixo do previsto.

A iniciativa tem como mote “tempo com a família”, enfatizando o benefício do convívio familiar proporcionado pelas novas regras. Em nota, a Secom afirmou que não há previsão de ampliar os valores dessas campanhas e que os anúncios abrangem não apenas TV e internet, mas uma variedade de meios de comunicação, contemplando diferentes públicos e coberturas geográficas.

Nas peças publicitárias, o governo argumenta que discussões sobre direitos trabalhistas já enfrentaram oposição antes. Um dos vídeos destaca: “Contra cada uma delas, disseram que o Brasil ia quebrar. Não quebrou e direitos foram garantidos”. Em outro trecho, o vídeo afirma: “Trabalhadores descansados produzem mais, cometem menos erros, duram mais nos empregos. Um país exausto não cresce”.

O presidente Lula, em declaração após a votação na Câmara, classificou a medida como uma “conquista histórica e civilizatória”. Para o presidente, “estamos devolvendo aos trabalhadores o direito ao convívio com a família, ao descanso, à vida além do trabalho”, disse em publicação nas redes sociais.

Levantamento recente apontou que, em 2023, o orçamento federal para propaganda atingiu R$ 1,5 bilhão, o maior desde 2017, com a Secom responsável por R$ 924 milhões desse total. O planejamento para 2026 prevê R$ 1,44 bilhão em publicidade institucional, com parte significativa dos recursos migrando das TVs para plataformas como Google e Meta.