Início Brasil Blocos do Farol de Alexandria são resgatados para reconstrução digital em 3D

Blocos do Farol de Alexandria são resgatados para reconstrução digital em 3D


Da redação

Equipes de arqueologia iniciaram, em maio de 2026, uma operação na baía de Alexandria, no Egito, para retirar blocos gigantes de granito submersos há séculos. O objetivo da ação é reconstruir virtualmente, em três dimensões, as ruínas do antigo Farol de Alexandria, classificado como uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Especialistas utilizaram guindastes para içar pedras que pesam até quarenta toneladas cada uma. Essas estruturas, de grande porte, permaneceram sob as águas por centenas de anos desde a destruição do farol, ocorrida após terremotos séculos atrás. O trabalho é considerado de alto risco devido às dimensões e ao peso dos materiais.

Segundo os arqueólogos envolvidos, a intenção não é restaurar as ruínas em sua forma original, mas digitalizar os blocos, coletando dados detalhados de suas dimensões e características físicas. Os cientistas informaram que o levantamento irá possibilitar a criação de modelos tridimensionais fiéis, que servirão para pesquisas acadêmicas e mostras virtuais ao público.

A operação envolve tecnologia de ponta tanto na extração dos blocos quanto no processamento das imagens e medições feitas logo após a retirada do mar. Conforme informado, todas as etapas seguem protocolos de conservação para não comprometer a integridade das peças históricas, consideradas únicas.

De acordo com os responsáveis, o resgate e a digitalização dos elementos do farol devem oferecer novas respostas para questões arquitetônicas e históricas do período helenístico. Especialistas destacam que projetos semelhantes já contribuíram para o entendimento de outros monumentos desaparecidos, expandindo o acesso à memória do patrimônio mundial.

O Farol de Alexandria, construído por volta do ano 280 a.C., foi reconhecido por guiar embarcações na região do Mediterrâneo e serviu como símbolo de inovação arquitetônica. Após sua destruição, os vestígios permaneceram ocultos sob as águas da baía até explorações arqueológicas mais recentes.