Da redação
Entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, Brasília recebe o 9º Festival Mestres e Mestras de Circo, com programações gratuitas na Torre de TV, CONIC, Praça Zumbi dos Palmares e Parque da Cidade. O evento promove a valorização e a permanência da arte circense, contando com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do DF.
A edição deste ano homenageia duas referências da cultura popular: Mestre Mandioca Frita, figura importante do circo brasiliense, e o personagem Palhaço Xamego, criado por Maria Eliza Alves dos Reis, precursora da palhaçaria negra no Brasil. Os artistas dão nome à Lona de Circo Palhaço Mandioca Frita e ao Picadeiro Palhaço Xamego, principais espaços do festival.
A abertura está programada para sexta-feira, 29, na Praça Zumbi dos Palmares, com a roda de conversa “As Vozes de Mestres e Mestras do Circo”, reunindo Mandioca Frita, João Carlos Artigos, Antonia Vilarinho e Zé Regino. Após o encontro, um cortejo segue até o CONIC com batuques do grupo Batalá Brasília, acompanhados por artistas em pernas de pau, malabaristas e performances.
Durante o final de semana, as atividades se concentram na Torre de TV, com uma maratona de espetáculos e oficinas para todas as idades. A programação inclui atrações como “Parabólica Show” com Lelê Marins, “Aipim, o palhaço das pernas de pau” da Trupe Raiz do Circo, e apresentações das Inigualáveis Irmãs Cola, Carroça de Mamulengos do Ceará e a artista argentina Painé Santamaria.
Os tradicionais cabarés também integram a agenda do festival. No sábado, ocorre o Cabaré d’As Desempregadas e convidadas, enquanto no domingo se apresenta o Cabaré dos Irmãos Saúde, Pé de Cerrado e outros artistas. Além dos espetáculos abertos ao público, o festival realiza ações formativas em escolas públicas do Gama, Santa Maria e São Sebastião entre 2 e 4 de junho, promovendo o contato de estudantes com o universo circense.
Criado a partir da Mostra Mestre Zezito de Circo, o Festival Mestres e Mestras de Circo consolidou-se, desde 2007, como uma das principais iniciativas voltadas à linguagem circense no Distrito Federal. O evento reafirma o circo como local de convivência, aprendizagem, resistência e transmissão de saberes entre diferentes gerações de artistas.





