Da redação
A Polícia Civil enviou à Justiça de São Paulo, na quinta-feira (21), um relatório final complementar no qual pede o indiciamento de seis pessoas na Operação Vérnix, incluindo a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. As suspeitas envolvem lavagem de dinheiro e atuação em uma organização criminosa, conforme as investigações.
Entre os nomes apontados estão Deolane, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado líder do PCC, seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, ambos já detidos, além de Everton de Souza, citado como operador financeiro, e dois familiares de Marcola: Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho.
A defesa de Marcola, Alejandro, Leonardo e Paloma, representada pelo advogado Bruno Ferullo, afirmou que “segue acompanhando todos os atos investigativos” e destacou que o indiciamento é apenas um ato investigatório, sem reconhecimento de culpa, obedecendo o princípio constitucional da presunção de inocência.
A suspeita sobre Deolane está relacionada à suposta lavagem de dinheiro por meio da transportadora Lado a Lado, considerada de fachada. A influenciadora nega vínculo com o PCC e declarou, em carta da prisão, ser “vítima de perseguição”. Segundo a Polícia Civil, a investigação foi motivada por supostas ligações entre Deolane e Everton de Souza.
O Ministério Público deve apresentar denúncia criminal contra o grupo. Na mesma operação, foi pedido o sequestro de carros de luxo, além da custódia cautelar de joias e relógios, que devem permanecer sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal. A Polícia Civil solicitou ainda o compartilhamento de informações com a Polícia Federal.
Conforme o relatório, foram identificadas movimentações recentes para reestruturar empresas que, segundo as investigações, serviriam para ocultar patrimônio, indicando planejamento para internacionalização dos negócios. A investigação também anexa fotos de Deolane com familiares de Marcola e cita a proximidade dela com Francisca Alves da Silva, esposa de Alejandro Camacho Júnior.





