Da redação
Os pré-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) manifestaram apoio nesta semana à decisão do governo Trump, nos Estados Unidos, de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Eles se uniram ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também defendeu a medida.
Ronaldo Caiado utilizou as redes sociais para comentar o anúncio feito anteontem pelos EUA. Segundo ele, “os EUA classificaram o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. Lula os classifica como vítimas. Essa é a diferença entre um governo que protege o povo e um governo que protege o crime”, afirmou o ex-governador de Goiás.
Ainda em declaração, Caiado acrescentou que lamenta não ter assumido a Presidência para tomar essa iniciativa. Ele afirmou: “A única frustração minha é que não cheguei à Presidência da República para que eu tomasse essa iniciativa”. Para Caiado, o presidente Lula está “desmoralizando o País e a população brasileira”.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, elogiou publicamente Flávio Bolsonaro pela atuação em relação ao tema. “Finalmente PCC e Comando Vermelho são considerados grupos terroristas. Reconheço o trabalho do Flávio por ter feito o que o Lula e o PT tentaram impedir”, afirmou o pré-candidato do Novo, após críticas anteriores ao senador do PL.
Zema ainda contestou argumentos sobre riscos à soberania brasileira, citando que “o PT diz que tratar facção como terrorismo ameaça a soberania do Brasil. Quem ameaça nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Nossa soberania não está ameaçada”, declarou o ex-governador mineiro sobre a decisão dos EUA.
Em contraposição, Renan Santos, pré-candidato do Missão, afirmou em rede social que “americano nenhum vai matar nossos bandidos”, defendendo que essa responsabilidade cabe à polícia brasileira. Ele também chamou a ação de Flávio nos Estados Unidos de “humilhação nacional” e criticou Zema por falta de “amor próprio” em repassar o vídeo sobre o assunto.
A decisão do governo Trump foi celebrada por Flávio Bolsonaro, que agradeceu nominalmente ao ex-presidente norte-americano e ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O senador afirmou: “Muito obrigado, sr. secretário de Estado! O combate aos narcoterroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!”.





