Da redação
A Organização Mundial da Saúde celebra o Dia Mundial Sem Tabaco em 31 de maio de 2024, alertando para estratégias de indústrias do tabaco e da nicotina voltadas à dependência entre jovens. A campanha deste ano, intitulada “Desmascarar o apelo”, destaca a necessidade de políticas mais rígidas para proteger esse público.
Segundo dados da OMS, aproximadamente 15 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos usam cigarros eletrônicos mundialmente, enquanto 40 milhões consomem tabaco. Adolescentes têm, em média, nove vezes mais probabilidade de usar vape do que adultos, conforme levantamentos em países com dados consolidados.
Entre as propostas da campanha estão a proibição de sabores, publicidade e promoção dos produtos, bem como embalagens padronizadas. A OMS também defende ambientes públicos livres de fumo e aumento de impostos para reduzir o acesso, além de oferecer apoio a quem deseja interromper o consumo e combater a dependência de nicotina.
A entidade ressalta que as indústrias desenvolvem novas estratégias, como nicotina sintética e design atrativo, para manter jovens no ciclo de dependência e driblar regulações. O Dia Mundial Sem Tabaco busca empoderar o público, oferecendo conhecimento e ferramentas para resistir à influência dessas empresas.
No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e Mônica Andreis, diretora-presidente da ACT Promoção da Saúde, foram premiados pela OMS por suas contribuições ao controle do tabaco. O ministério apoia famílias agricultoras em transição para alternativas ao cultivo do fumo, e Mônica atuou pela tributação alinhada às melhores práticas internacionais.
A região europeia apresenta altos índices de consumo entre adolescentes: 11,6% entre 13 e 15 anos, com destaque para o uso de cigarros eletrônicos (14,3%). Novos produtos, como sachês de nicotina, têm se popularizado graças a marketing digital, embalagens sofisticadas e uso de influenciadores, dificultando a regulação, segundo a OMS.





