Da redação
Trabalhadores com carteira assinada, desde segunda-feira (25), podem utilizar até 20% do saldo ou até R$ 1 mil do FGTS, o que for maior, para renegociar dívidas em atraso, por meio do Novo Desenrola Brasil. A medida foi lançada em todo o país pelo governo federal para reduzir a inadimplência.
O programa permite a renegociação de débitos como cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC), contraídos até 31 de janeiro de 2026 e com atraso de 91 a 720 dias. Beneficia trabalhadores formais com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 em 2026, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
Conforme as regras, ao aderir, o trabalhador precisa autorizar no aplicativo do FGTS o acesso das instituições financeiras aos valores para pagamento das dívidas. Após a autorização, o interessado deve procurar o banco ou instituição onde tem débito e solicitar a negociação. Os bancos terão até 90 dias para consultar o saldo disponível.
O Ministério da Fazenda destaca que ao optar pelo uso do FGTS, ficam suspensos temporariamente os novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até recomposição do saldo. Prioridade nesse processo é dada às contas inativas do trabalhador, mas contas ativas também podem ser usadas para a renegociação.
Entre as principais condições oferecidas pelo Novo Desenrola Brasil estão desconto de até 90% sobre o valor da dívida original, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de parcelamento de até 48 vezes e unificação dos débitos em uma única operação, facilitando o pagamento.
A Caixa Econômica Federal é responsável pela administração dos recursos utilizados. O processo é inteiramente digital, dispensando atendimento presencial nas agências. Após a renegociação, a Caixa registrará a operação e transferirá o valor diretamente ao banco credor. Segundo o Ministério do Trabalho, a expectativa é movimentar até R$ 8,2 bilhões do FGTS.





