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São Paulo investiga caso suspeito de Ebola em paciente vindo do Congo


Da redação

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou neste sábado, 30 de maio, que investiga um caso suspeito de Ebola em um homem de 37 anos vindo da República Democrática do Congo, país com áreas de transmissão da doença. O paciente está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Segundo a secretaria, o paciente apresentou sintomas compatíveis, como febre, após viagem recente ao Congo, o que levou ao preenchimento dos critérios para suspeita. Um exame apontou infecção pelo vírus da meningite, mas a suspeita de Ebola ainda não está descartada e segue em investigação conforme os protocolos de biossegurança.

De acordo com informações oficiais, o Brasil nunca registrou caso confirmado de Ebola. Caso este seja confirmado, será, além do primeiro no país, o primeiro caso fora do continente africano desde o início do atual surto na República Democrática do Congo. O risco de introdução da doença no país, conforme avaliação da Secretaria de Saúde, “permanece muito baixo”.

A ausência de transmissão autóctone na América do Sul, a inexistência de voos diretos da região afetada à América do Sul e a forma de transmissão, que exige contato direto com fluidos de pessoas sintomáticas, são considerados fatores que reduzem a possibilidade de contágio. A orientação das autoridades de saúde é que profissionais fiquem atentos a pessoas com sintomas e histórico de viagem recente à África.

O Ministério da Saúde ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais, que intensifica a vigilância sobre viajantes e prevê monitoramento e isolamento de suspeitos, além de coletas sucessivas para confirmação. O documento, atualizado em 2024, não prevê fechamento de fronteiras ou restrições a viagens e ao comércio.

O atual surto no Congo envolve cerca de mil casos suspeitos e pelo menos 246 mortes, principalmente na província de Ituri. A Organização Mundial da Saúde declarou surto após confirmação da variante Bundibugyo, para a qual não há vacina específica. Uganda, país vizinho, registrou nove casos e uma morte recentemente.