Da redação
A empresária e agropecuarista Flávia Teles se filiou ao PSDB depois de longa trajetória no MDB, conforme anunciado recentemente em Goiânia. Flávia, que é viúva do ex-governador e ex-prefeito Maguito Vilela, afirma que buscou espaço para construir seu próprio caminho político e não para fazer oposição ao MDB ou a Daniel Vilela.
Segundo Flávia, a intenção principal é disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026, com foco em saúde, educação, proteção às mulheres e políticas sociais. Ela rejeita, no momento, especulações sobre uma possível candidatura à vice de Marconi Perillo e esclarece que política “não é sobre cargo”, mas sobre serviço público.
Flávia comenta que seu ingresso no partido, historicamente adversário político de Maguito, deve ser visto sem antagonismo. Afirma que “Maguito e Marconi sempre se respeitaram” e que política não é um “ringue”. Para ela, o convite de Marconi foi para construir um projeto para Goiás, onde tenha autonomia e espaço para defender seus temas.
Sobre sua atuação em Goiânia, ela avalia negativamente a gestão de Rogério Cruz, afirmando que não conseguiu cumprir o plano idealizado por ela e Maguito para a capital. Ressalta que “o resultado da gestão não foi bom e isso foi comprovado nas urnas na eleição seguinte”, embora diga respeitar Rogério Cruz pessoalmente.
Flávia declara respeito pelo MDB, mas afirma que a decisão de se filiar ao PSDB foi motivada pela abertura recebida para trabalhar pelas pautas em que acredita. Busca representar setores historicamente marginalizados, especialmente mulheres e grupos vulneráveis, pretendendo construir uma base política em todo o estado de Goiás.
Na avaliação da própria Flávia, legado político não se resume a sobrenome ou vínculos familiares. Ela afirma que tem orgulho de sua história com Maguito, mas deseja ser reconhecida também por suas próprias ideias e experiências. Para ela, ocupar espaço na política é ter voz, opinião e coragem, especialmente em defesa dos “invisíveis”, entre eles mulheres, crianças, jovens e idosos.





