Da redação
O Irã anunciou nesta segunda-feira, 1º de julho, em Teerã, a suspensão do diálogo indireto com os Estados Unidos, após intensificação da ofensiva israelense no Líbano. A agência de notícias iraniana Tasnim relatou que a ruptura ocorre em meio à escalada de tensões e alegações de violações do cessar-fogo mais recente.
Segundo representantes do governo iraniano, a decisão foi tomada em resposta a ataques americanos realizados no fim de semana e à ação militar de Israel no Líbano, considerados como infrações à trégua pactuada em 8 de abril. A equipe negociadora iraniana informou que interrompeu “o diálogo e a troca de textos através dos mediadores”.
Em paralelo, fontes diplomáticas confirmaram a realização, nesta segunda, de uma reunião de emergência sobre o Líbano no Conselho de Segurança da ONU, solicitada pela França. O governo francês declarou que “nada justifica a grave escalada que está ocorrendo” no território libanês. Forças israelenses continuam a operação contra o grupo Hezbollah, avançando como não se via há mais de 25 anos.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou nesta segunda que a implementação de um cessar-fogo duradouro no Líbano é “uma condição essencial para qualquer acordo”. Autoridades de Teerã também informaram que o programa nuclear iraniano não integra esta etapa das negociações, contrariando expectativas expressas pelo presidente americano Donald Trump.
Na sequência dos acontecimentos, o Exército dos Estados Unidos anunciou novos bombardeios no sul do Irã no último fim de semana, mirando sistemas de radar e de controle de drones, incluindo alvos na cidade de Goruk e na ilha de Qeshm. O Irã declarou, por meio da Guarda Revolucionária, ter atacado uma base militar americana em resposta, sem detalhar a localização.
O agravamento do conflito já resultou em milhares de mortes e causou forte impacto na economia global, especialmente no mercado de petróleo. Nesta segunda, o Brent operava em alta de 6,60%, a 97,13 dólares o barril, enquanto o West Texas Intermediate subia 7,62%, a 94,02 dólares. O Irã mantém o bloqueio ao Estreito de Ormuz desde fevereiro, ponto estratégico para o transporte mundial de hidrocarbonetos.







