Da redação
Neste Dia Mundial da Criança, especialistas do Unicef destacam a importância de orientar pais e educadores sobre como abordar o tema da guerra com crianças, diante da constante exposição a imagens de conflitos em casa, principalmente através da televisão e redes sociais. O alerta foi feito nesta segunda-feira, em Lisboa.
Francisca Magano, diretora de Programas e Políticas de Infância do Unicef, enfatiza que adultos devem estar disponíveis para conversar e escutar os pequenos. “É importante, enquanto sociedade, pais, mães e toda a comunidade, estarem atentos e saberem o que responder quando surgir a pergunta”, afirma.
Segundo Magano, o primeiro passo é compreender o que a criança já sabe e como se sente, antes de fornecer explicações ou corrigir informações. Ela sugere diálogos adequados à faixa etária e sem detalhes excessivos, destacando que o objetivo não é esconder a realidade, mas evitar angústia desnecessária às crianças.
A especialista também chama atenção para os riscos de exposição contínua a imagens ou conteúdos violentos, principalmente nas redes sociais, recomendando limites ao acesso. “Poderá ser importante limitar o acesso à informação para não criar falsas ideias ou alimentar a informação que não seja verdadeira”, orienta.
Magano observa que perguntas sobre guerra costumam surgir de maneira espontânea. Por isso, sugere que adultos façam perguntas simples e abertas, como “Como é que tu sentes?” ou “Ouviste algo que te incomodou?”. Ela defende utilizar essas conversas para reforçar valores de empatia, solidariedade e promover iniciativas positivas, como escrever cartas sobre paz.
As escolas, de acordo com Magano, têm papel fundamental no acolhimento dessas dúvidas e na promoção de uma cultura de paz. Professores podem utilizar temas atuais para incentivar reflexão crítica, empática e solidária. O Unicef Portugal oferece materiais de apoio para tratar esses e outros assuntos no ambiente escolar.







