Início Distrito Federal Sedes-DF confirma visitas domiciliares a beneficiários mediante autorização da família

Sedes-DF confirma visitas domiciliares a beneficiários mediante autorização da família


Da redação

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal esclareceu nesta semana que assistentes sociais e demais profissionais não estão impedidos de realizar visitas domiciliares a beneficiários de programas sociais, desde que haja a autorização da família. O posicionamento foi divulgado após informações nas redes sociais sugerirem restrição a esse tipo de atendimento.

O órgão afirmou que as visitas são instrumentos oficiais para atualização de cadastros como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), ambos integrantes do Cadastro Único. Segundo a secretaria, os profissionais realizam esses atendimentos a fim de compreender situações de vulnerabilidade, sem objetivo de fiscalização ou punição.

A Sedes-DF informou ainda que, para o Cadastro Único, o atendimento domiciliar é obrigatório para famílias unipessoais e para quem apresenta irregularidades cadastrais, independente de receber os benefícios. O procedimento deve ocorrer preferencialmente em áreas externas da residência, como quintal ou varanda, desde que seja na própria casa, e nunca na rua ou calçada.

A secretaria reforçou, contudo, que o entrevistador social pode acessar o interior da casa se for convidado pelos moradores. A secretária Giselle Ferreira destacou que algumas famílias têm recusado as visitas devido a mensagens que circulam em redes sociais sobre suposta proibição, o que, segundo ela, contribui para a desinformação.

Thaís Mandarino, coordenadora de Transferência de Renda e Benefícios da Sedes, informou que a Central do Cadastro Único (Cecad), criada em 2024, é responsável por esse serviço. A unidade atende públicos como pessoas que perderam o Bolsa Família por pendências cadastrais, cidadãos com dificuldade de locomoção e grupos indígenas, quilombolas e ciganos, entre outros.

O agendamento das visitas é realizado por telefone, com antecedência mínima de uma semana, e prioriza famílias por região administrativa e necessidade. Os profissionais atuam uniformizados, com crachá e veículos oficiais, e informam o objetivo da ação no início da visita, sem entrega de cartões ou benefícios. A fiscalização de possíveis irregularidades é feita por uma gerência específica da secretaria.