Da redação
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório que ameaça impor tarifas a produtos brasileiros. O anúncio foi feito nesta semana, com base na alegação de que um conjunto de atos e políticas do Brasil seria “irrazoável” ou “discriminatório”, impactando negativamente empresas e exportações americanas.
Segundo o governo dos Estados Unidos, essas práticas brasileiras teriam onerado ou restringido o comércio entre os dois países. O relatório destaca preocupação com prejuízos aos investimentos e às exportações americanas decorrentes dessas medidas, que afetam diretamente diversos setores econômicos dos EUA.
A investigação realizada pelo USTR abordou temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico incluindo o Pix, concessão de tarifas preferenciais em acordos internacionais, proteção de propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Cada uma dessas áreas é citada como fonte de preocupação para o comércio bilateral.
O relatório afirma que tribunais brasileiros emitiram “ordens secretas” exigindo a remoção de determinados conteúdos políticos por empresas americanas de redes sociais e a suspensão de perfis de residentes nos EUA, inclusive em caráter global. As plataformas, segundo o documento, estariam também proibidas de informar os donos dos perfis sobre essas medidas.
Além disso, o USTR relata que empresas americanas de mídia social foram responsabilizadas financeiramente pelo descumprimento das decisões judiciais. Entre as punições, estariam multas significativas, restrições de acesso a ativos e contas, bloqueio a sistemas de pagamento e até fechamento integral de sites em ao menos um caso específico.
Outro ponto citado é a suposta prática de favorecimento à principal concorrente local em pagamentos eletrônicos, o que prejudicaria empresas dos EUA no setor. O relatório menciona ainda acordos comerciais preferenciais do Brasil com México e Índia que, conforme avaliação americana, representariam tarifas “injustas” e impactariam a competitividade dos produtos americanos.







