Início Mundo Bolsas europeias fecham em alta e Milão bate recorde com avanço tecnológico

Bolsas europeias fecham em alta e Milão bate recorde com avanço tecnológico


Da redação

As bolsas europeias encerraram a sessão desta terça-feira, 2, majoritariamente em alta, revertendo parte das perdas anteriores. Os ganhos foram registrados nas praças de Londres, Frankfurt, Paris, Milão e Madri, impulsionados pelo recente otimismo em torno da inteligência artificial. A alta ocorre em meio a atenções voltadas para temas geopolíticos e juros.

No mercado londrino, o FTSE 100 subiu 0,33%, encerrando aos 10.373,51 pontos. Frankfurt registrou avanço de 0,46% no DAX, que atingiu 25.116,86 pontos. O CAC 40, em Paris, ganhou 0,77%, alcançando 8.209,09 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,61%, fechando em 50.578,54 pontos, após renovar máxima histórica intraday de 50.581,86 pontos.

A STMicroelectronics, fabricante de chips, se destacou em Milão ao saltar 15,1% após revisar para cima as metas de receita com data centers. O desempenho da empresa contribuiu para o avanço de 3,3% do subíndice de tecnologia do Stoxx 600. O contexto positivo é reforçado pelo rali global relacionado à inteligência artificial e semicondutores.

Os investidores europeus também acompanharam a queda nos preços do petróleo, enquanto aguardam informações sobre negociações para possível encerramento da guerra entre Estados Unidos e Irã. O cenário internacional influencia diretamente o humor dos mercados na região.

No campo econômico, a inflação da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, conforme leitura preliminar, abaixo das expectativas do mercado. O dirigente do Banco Central Europeu, Olli Rehn, afirmou que a perspectiva europeia frente ao cenário geopolítico “não é boa” e que um possível aumento de juros em junho seria “uma medida de precaução”.

Ainda nesta terça, o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, declarou que a inflação britânica é pressionada pelos acontecimentos no Golfo, ressaltando a imprevisibilidade dos próximos eventos. No setor corporativo, a Abivax, da França, caiu 43% após relatar que pacientes do estudo clínico sobre colite ulcerativa desenvolveram câncer.