Início Brasil Alcolumbre afirma que CPMI do Master serviria como palanque eleitoral

Alcolumbre afirma que CPMI do Master serviria como palanque eleitoral


Da redação

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu nesta terça-feira, 2, críticas feitas por parlamentares devido à sua decisão de não criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) nem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master, durante a última sessão conjunta da Câmara e Senado.

Alcolumbre justificou sua decisão afirmando que, segundo avaliou, a instalação de uma CPMI ou CPI neste momento poderia se transformar em “palanque eleitoral”. O parlamentar declarou que precisa agir com responsabilidade e que o Congresso não deve servir a interesses que extrapolem a apuração dos fatos.

Durante a sessão, parlamentares cobraram a criação do colegiado diante das denúncias envolvendo o Banco Master. Alcolumbre respondeu que seguirá cumprindo o regimento interno e decisões do Supremo Tribunal Federal relacionadas à criação de comissões de inquérito, mas reforçou a necessidade de cautela diante do cenário atual.

O presidente do Congresso ressaltou que, conforme apurado, a instalação de CPIs em ano eleitoral pode influenciar o debate político e desviar o foco das investigações. “Não podemos permitir que o Congresso vire um palanque para interesses eleitorais”, afirmou Alcolumbre na ocasião.

Alcolumbre ainda destacou que continuará dialogando com líderes partidários para avaliar a conveniência e oportunidade da criação de uma CPI ou CPMI sobre o caso. Ele frisou que manterá compromisso com a transparência e o devido processo legislativo, sem ceder a pressões externas ou internas desprovidas de fundamento.

O Banco Master está no centro de investigações sobre supostas fraudes financeiras, tema que mobilizou diferentes setores do Legislativo. A criação de CPIs para apurar irregularidades bancárias tem sido frequente no Congresso, especialmente em anos eleitorais, dada sua relevância para o controle institucional.