Da redação
Dados divulgados pelo IBGE em 8 de maio de 2025 mostram a distribuição de renda no Brasil, com base na Pnad Contínua. A pesquisa revela quanto ganham diferentes faixas da população e traz parâmetros para que pessoas possam identificar sua posição na escala de rendimentos do país.
A renda domiciliar per capita é calculada somando todos os rendimentos recebidos por membros do domicílio — incluindo salários, aposentadorias, pensões, aluguéis, programas sociais e outros — e dividindo pelo número de moradores. Segundo André Salata, da PUCRS, esse indicador é fundamental para avaliar o bem-estar familiar.
De acordo com os dados, entre os 5% mais pobres, o rendimento per capita mensal chegou a R$ 299 em 2025. Na base mais amplia, dos 30% mais pobres, essa renda não ultrapassou R$ 906. Já entre a camada intermediária, que fica acima dos 30% mais pobres e abaixo dos 20% mais ricos, o valor variou de R$ 906 a R$ 2.958 por pessoa.
No grupo dos 20% mais ricos, a renda superou R$ 2.958 por pessoa mensalmente. Restrito aos 10% com maiores rendimentos, esse valor foi acima de R$ 4.609, enquanto nos 5% mais ricos ficou acima de R$ 6.900. O 1% do topo teve ganho superior a R$ 15.214 por pessoa ao mês no ano passado.
A Pnad aborda principalmente renda proveniente de trabalho, aposentadorias e programas sociais, embora tenha limitações para captar ganhos decorrentes de dividendos e aplicações financeiras, segundo Marcelo Neri, da FGV Social. Por isso, pesquisadores também analisam dados do Imposto de Renda para estimar com mais precisão a renda dos mais ricos.
Em 2025, a desigualdade apontada pelo índice de Gini aumentou em comparação a 2024, após mínima histórica. Apesar disso, o valor de 2025 foi o segundo menor desde 2012. Conforme o IBGE, a renda cresceu para pobres e ricos, porém o avanço foi mais expressivo entre os mais favorecidos.







