Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta terça-feira (2), em Brasília. Segundo Lula, Rubio seria “anti-América Latina”. O comentário ocorreu menos de um mês após a ausência do secretário em reunião entre Lula e Donald Trump, ocorrida no início de maio, nos EUA.
Durante a visita de Lula a Trump, o vice-presidente J. D. Vance e outros membros do alto escalão do gabinete republicano estavam presentes, mas Rubio não compareceu, pois cumpria agenda na Itália e Vaticano. De acordo com Lula, “Eu já disse ao Trump que ele [Rubio] não gosta do Brasil”.
Rubio se reuniu anteriormente com o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro em Washington, sendo identificado como aliado da família Bolsonaro no governo republicano. Após o encontro, Rubio anunciou a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, medida que desagradou o governo brasileiro.
Em audiência no Senado americano nesta terça, Rubio não incluiu o Brasil entre os países amigos dos EUA no continente, citando apenas Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia. O secretário é conhecido por suas críticas aos governos de esquerda na América Latina desde o início de sua carreira política, em 1999.
Rubio também acumula o cargo de Conselheiro de Segurança Nacional, assumindo funções similares às exercidas por Henry Kissinger na década de 1970. Apesar disso, não participa publicamente das negociações sobre Irã e Ucrânia, áreas delegadas a outros membros do governo Trump.
Recentemente, Rubio esteve à frente das operações dos EUA na Venezuela, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro, e endureceu o bloqueio a Cuba, levando à crise no país. Ele foi considerado herdeiro político de Trump, apesar de terem sido rivais em primárias anteriores.







