Da redação
Iván Cepeda, candidato de esquerda à Presidência da Colômbia, denunciou, nesta quarta-feira, o que classificou como interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no segundo turno das eleições colombianas, marcado para 21 de junho. A declaração ocorreu após Trump manifestar apoio a Abelardo de la Espriella, adversário de Cepeda.
Na terça-feira, Donald Trump declarou publicamente apoio ao advogado Abelardo de la Espriella, que obteve a maior votação no primeiro turno realizado no último domingo. Apesar do desempenho expressivo, De la Espriella não conseguiu apoio suficiente para evitar o segundo turno contra Cepeda, aliado do atual presidente, Gustavo Petro.
Cepeda afirmou à imprensa que a posição de Washington tem um “tom ingerencista”. Segundo o legislador de 63 anos, “é um grave risco para a soberania e para a integridade do povo e da nação colombiana”. Ele enfatizou sua preocupação quanto à influência internacional no processo eleitoral do país.
Por outro lado, Abelardo de la Espriella, de 47 anos, agradeceu o “apoio decisivo” de Trump. O candidato prometeu fortalecer as relações com os Estados Unidos, caso eleito, e adotar uma postura firme com apoio americano contra as guerrilhas e grupos narcotraficantes, ressaltando o papel da Colômbia como maior produtor mundial de cocaína.
O presidente colombiano Gustavo Petro, que teve atritos com Donald Trump nas redes sociais, pediu nesta terça-feira aos colombianos que votem “em plena liberdade”, afirmando que o país não deve se tornar “escravo, nem colônia de ninguém”. O contexto intensificou o debate sobre a influência externa nas eleições.
De la Espriella segue como favorito ao segundo turno, conforme a primeira pesquisa divulgada na terça-feira. Donald Trump já manifestou apoio a outros candidatos de direita em eleições na América Latina, como Javier Milei, José Antonio Kast e Nasry Asfura.







